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Desembargador e deputado do PL estão entre alvos de operação que investiga corrupção no TJMT

Investigados por corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro tiveram sigilos quebrados pela PF

Cidades|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal iniciou a Operação Gemini, investigando o desembargador Dirceu dos Santos, o deputado estadual Faissal Calil e o advogado Bruno Castro por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
  • Faissal Calil negou envolvimento com a venda de sentenças e afirmou ter entregue seu celular à PF, destacando que não mantém contato com o desembargador desde que se tornou deputado.
  • Dirceu dos Santos já enfrenta um processo no CNJ, que o afastou por movimentações financeiras suspeitas, muito acima de seus rendimentos oficiais.
  • O CNJ identificou indícios de que Dirceu dos Santos proferiu decisões judiciais em troca de vantagens indevidas, intermediadas por terceiros.

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Operação Gemini foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (8) Divulgação/PF - Arquivo

A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta segunda-feira (8) a Operação Gemini, tendo como alvo o desembargador Dirceu dos Santos, do TJMT (Tribunal de Justiça do Mato Grosso), o deputado estadual Faissal Calil (PL), além do advogado Bruno Castro. Eles são suspeitos de venda de sentenças e lavagem de dinheiro.

De acordo com a PF, eles são investigados pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro. Ambos também tiveram quebrados os sigilos bancário, fiscal e telemático.


À imprensa local, que se aglomerou em frente à sua residência, o deputado Faissal Calil declarou ter entregue seu celular e senha para a PF e negou qualquer envolvimento com esquema de venda de sentenças.

Ex-servidor da Justiça matogrossense, tendo trabalhado no gabinete do desembargador Dirceu dos Santos, o parlamentar negou manter contato com o magistrado.


“Desde que virei deputado, que saí do Tribunal de Justiça, perdi todo o meu contato”, afirmou aos jornalistas.

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O TJMT ainda não se manifestou sobre as investigações.


CNJ

Dirceu dos Santos já tem contra ele um processo no CNJ (Conselho Nacional de Justiça), que o afastou das funções no início de março, em meio à apuração de movimentações financeiras acima do compatível com o salário de juiz.

De acordo com quebras de sigilo bancário e fiscal já promovidas pelo CNJ, o magistrado movimentou nos últimos cinco anos mais de R$ 14,6 milhões. No mesmo período, ele teve rendimentos oficiais de R$ 1,9 milhão.


Segundo o órgão de controle da Justiça, “foram identificados indícios de que o magistrado requerido proferiu decisões mediante o possível recebimento de vantagens indevidas, realizando a intermediação de atos decisórios por intermédio de terceiros, empresários e advogados”.

O afastamento cautelar do desembargador não tem prazo determinado e deve perdurar ao menos até o fim das investigações.

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